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Saber X Sabor

                                                          SABER X SABOR

João Chão

Saber é bom… mas, acima do Saber vem o Sabor, ou seja, o gosto de viver!…

A soma de mais e mais conhecimentos faz o Saber!?!…

…O abrir mão de mais e mais conhecimentos faz o Sabor!

O erudito vai buscar longe, onde dizeres houver!… o sábio não tira o pé do seu lugar!?!..

Aquele vai ás alturas… este desce às planuras!

Os Saberes incham… tomam todo o espaço!

A Sabedoria esvazia… disponibiliza, por inteiro, o homem! Nos “cheios” o ruído e a inquietação…

Nos “vazios” o silêncio e a ação!

Mágoa

Mágoa
 

Se a mágoa lhe bate à porta, entorpecendo-lhe a cabeça ou paralisando-lhe os braços, fuja dessa intoxicação mental enquanto pode.

Se você está doente, atenda ao corpo enfermiço, na convicção de que não é com lágrimas que você recupera um relógio defeituoso.

Se você errou, busque reconsiderar a própria falta, reajustando o caminho sem vaidade, reconhecendo que você não é o primeiro e nem será o último a encontrar-se numa conta desajustada que roga corrigenda.

Se você caiu em tentação, levante-se e prossiga adiante, na tarefa que a vida lhe assinalou, na certeza de que ninguém resgata uma dívida ao preço de queixa inútil.

Se amigos desertaram, pense na árvore que, por vezes, necessita da poda, a fim de renovar a própria existência.

Se você possui na família um ninho de aflições, é forçoso anotar que o benefício da educação pede a base da escola.

Se sofreu prejuízos materiais, recorde que, em muitas ocasiões, a perda do anel é a defesa do braço.

Se alguém lhe ofendeu a dignidade, olvide ressentimentos, ponderando que a criatura de bom senso jamais enfeitaria a própria apresentação com uma lata de lixo.

Se a impaciência lhe marca os gestos habituais, acalme-se, observando que os pequeninos desequilíbrios integram, por fim, as grandes perturbações.

Seja qual seja o seu problema, lembre-se de que toda mágoa é sombra destrutiva e de que sombra alguma consegue permanecer no coração que se acolhe ao trabalho, procurando servir.

 Livro: Ideal Espírita
Espírito: André Luiz
Medium: Francisco Cândido Xavier

Corrigendas

CORRIGENDAS

“Porque o Senhor corrige ao que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” –
Paulo. (HEBREUS, 12:6.)
Quando os discípulos do Evangelho começam a entender o valor da corrigenda,
eleva-se-lhes a mente a planos mais altos da vida.
Naturalmente que o Pai ama a todos os filhos, no entanto, os que procuram
compreendê-lo perceberão, de mais perto, o amor divino.
Máxima identificação com o Senhor representa máxima capacidade sentimental.
Chegado a essa posição, penetra o espírito em outras zonas de serviço e
aprendizado.
A princípio, doem-lhe as corrigendas, atormentam-no os açoites da experiência,
entretanto, se sabe vencer nas primeiras provas, entra no conhecimento das próprias
necessidades e aceita a luta por alimento espiritual e o testemunho de serviço diário por
indispensável expressão da melhoria de si mesmo,
A vida está repleta de lições nesse particular.
O mineral dorme.
A árvore sonha.
O irracional atende ao impulso.
O homem selvagem obedece ao instinto.
A infância brinca.
A juventude idealiza.
O espírito consciente esforça-se e luta.
O homem renovado e convertido a Jesus, porém, é o filho do céu, colocado entre
as zonas inferiores e superiores do caminho evolutivo. Nele, o trabalho de iluminação e
aperfeiçoamento é incessante; deve, portanto, ser o primeiro a receber as corrigendas do
Senhor e os açoites da retificação paterna.
Se te encontras, pois, mais perto do Pai, aprende a compreender o amor da
educação divina.

Texto extraído da obra Vinha de Luz(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)

Fé e Perseverança

Meimei
Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.
Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no
campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.
Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.
Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. O Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas, O segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso ungüento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. O terceiro exclamou com fé:
— Senhor, eu não sei escolher… Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.
O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.
Em seguida, abençoou-os e partiu…
O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!… Ela continha simplesmente uma enorme pedra.
Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando…
Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor.
Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram à porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.
Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:
— Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus. (Meimei, do livro “Pai Nosso”, 14, FCXavier, FEB)

Pai Nosso, Que Estás nos Céus

Pai Nosso, Que Estás nos Céus

Quando Jesus começou a prece dominical, satisfazendo ao pedido dos companheiros que desejavam aprender a orar, iniciou a rogativa, dizendo assim:

– Pai Nosso, que estás nos céus…

O Mestre queria dizer-nos que Deus, acima de tudo, é nosso Pai.

Criador dos homens, das estrelas e das flores.

Senhor dos céus e da Terra.

Para Ele, todos somos filhos abençoados.

Com essa afirmativa, Jesus igualmente nos explicou que somos no mundo uma só família e que, por isso, todos somos irmãos, com o dever de ajudar-nos uns aos outros.

Ele próprio, a fim de instruir-nos, viveu a fraternidade pura, auxiliando os homens felizes e infelizes, os necessitados e doentes, mostrando-nos o verdadeiro caminho da perfeição e da paz.

Na condição de aprendizes do nosso Divino Mestre, devemos seguir-lhe o exemplo.

Se sentirmos Deus como Nosso Pai, reconheceremos que os nossos irmãos se encontram em toda parte e estaremos dispostos a ajudá-los, a fim de sermos ajudados, mais cedo ou mais tarde. A vida só será realmente bela e gloriosa, na Terra, quando pudermos aceitar por nossa grande família a Humanidade inteira.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

O poder da gentileza

O Poder da Gentileza

 

Eminente professor negro, interessado em fundar uma escola num bairro singelo, onde centenas de crianças desamparadas cresciam sem o benefício das letras, foi recebido pelo prefeito da cidade que lhe disse imperativamente, depois de ouvir-lhe o plano:

– A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas. Organize uma casa e autorizaremos a providência.

– Mas, doutor, não dispomos de recursos… – considerou o benfeitor dos meninos desprotegidos.

– Que fazer?

– De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos.

O prefeito reparou-lhe demoradamente a figura humilde, fez um riso escaninho e acrescentou:

– O senhor não pode intervir na administração.

O professor, muito triste, retirou-se e passou a tarde e a noite daquele sábado, pensando, pensando…

Domingo, muito cedo, saiu a passear, sob as grandes árvores, na direção de antigo mercado.

Lá comentando, na oração silenciosa:

– Meu Deus, como agir? Não receberemos um pouso para as criancinhas, Senhor?

Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou.

O movimento era enorme.

Muitas compras. Muita gente.

Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o por servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou:

– Meu velho, venha cá.

O professor acompanhou-a, sem vacilar.

À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de verdura, a matrona recomendou:

– Traga-me esta encomenda.

Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a.

Caminharam seguramente uns quinhentos metros e penetraram elegante vivenda, onde a senhora voltou a solicitar:

– Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral?

– Perfeitamente – respondeu o interpelado -, dê suas ordens.

Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de lenha para o fogão.

Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras. Findo o serviço, foi chamado para retificar a chaminé. Consertou-a com sacrifício da própria roupa. Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu ordem de buscar um peru assado, a distância de dois quilômetros. Pôs-se a caminho, trazendo o grande prato em pouco tempo. Logo após, atirou-se à limpeza de extenso recinto em que se efetuaria lauto almoço.

Nas primeiras horas da tarde, sete pessoas davam entrada no fidalgo domicílio. Entre elas, relacionava-se o prefeito que anotou a presença do visitante da véspera, apresentado ao seu gabinete por autoridades respeitáveis. Reservadamente, indagou da irmã, que era a dona da casa, quanto ao novo conhecimento, conversando ambos em surdina.

Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento, veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos.

– Não pense nisto – respondeu com sinceridade -,tive muito prazer em ser-lhe útil.

No dia imediato, contudo, a dama da véspera procurou-o, na casa modesta em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a concessão de amplo edifício, destinado à escola que pretendia estabelecer. As crianças usariam o patrimônio à vontade e o prefeito autorizaria a providência com satisfação.

Deixando transparecer nos olhos úmidos a alegria e o reconhecimento que lhe reinavam nalma, o professor agradeceu e beijou-lhe as mãos, respeitoso.

A bondade dele vencera os impedimentos legais.

O exemplo é mais vigoroso que a argumentação.

A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder.

 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. 11 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1996.

Nos compromissos do trabalho

Nos Compromissos de Trabalho

 

Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.

*

Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos, é simples dever.

*

Colabore com as chefias atráves da obrigação retamente cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.

*

Em hipótese alguma diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.

*

Jamais fingir enfermidades ou acidentes, pricipalmente no intuito de se beneficiar das leis de proteção ou do amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras.

*

Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe.

*

Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.

*

Aceitar a desordem ou estimulá-la, é patrocinar o próprio desequilíbrio.

*

Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar a própria área de ação, sem recorrer a desrespeito, pertubação, azedume ou rebeldia.

*

Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 42 edição. Uberaba, MG: CEC. 1996.

Existência de DEUS

Existência de Deus

 

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

– Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

– Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

– Como assim? – indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

– Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

– Pela letra.

– Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

– Pela marca do ourives.

– O empregado sorriu e acrescentou:

– Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

– Pelos rastos – respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

– Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

Sinais de Alarme

Sinais de Alarme

 

Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:

 

quando entramos na faixa da impaciência;

 

quando acreditamos que a nossa dor é a maior;

 

quando passamos a ver ingratidão nos amigos;

 

quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;

 

quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;

 

quando reclamamos apreço e reconhecimento;

 

quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;

 

quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;

 

quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;

 

quando julgamos que o dever é apenas dos outros.

 

Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.

 

Vieira, Waldo; Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ideal Espirita. Ditado pelo Espírito Scheilla. CEC.

 

Antídotos eficazes

Antídotos eficazes

 

“E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.”
Mateus, 13:3

Irritação? Respire calma e profundamente e recolha-se ao silêncio.

Aborrecimentos? Mantenha a mente ocupada e cultive a esperança.

Dor? Ampare-se na oração e procure cuidar das raízes de seus incômodos.

Desânimo? Repouse o necessário para que depois possa trabalhar um tanto mais.

Enfermidade? Aceite-a sem queixas , estabelecendo com ela um clima pacífico.

Aflição? Procure Deus na prece e suplique-Lhe , equilibradamente, o socorro de que precisa.

No reino da alma, semelhantes antídotos são forças revigorantes no resgate da própria paz. São sementes que plantamos , cujos frutos serão fontes de reabastecimento e estímulo para a caminhada diária.

O semeador semeia e a vida contribui com suas leis generosas devolvendo-lhe uma colheita justa e misericordiosa em favor da leira do progresso.


Extraido do livro “Receitas para a Alma” – Médium: Wanderley Oliveira pelo espírito Ermance Dufaux

Ciência e Amor

Ciência e Amor

“A ciência incha, mas o amor edifica.”
Paulo. (1 CORINTIOS, 8:1.)

A ciência pode estar cheia de poder, mas só o amor beneficia. A ciência, em todas as épocas, conseguiu inúmeras expressões evolutivas. Vemo-la no mundo, exibindo realizações que pareciam quase inatingíveis. Máquinas enormes cruzam os ares e o fundo dos oceanos. A palavra é transmitida, sem fios, a longas distâncias. A imprensa difunde raciocínios mundiais. Mas, para essa mesma ciência pouco importa que o homem lhe use os frutos para o bem ou para o mal. Não compreende o desinteresse, nem as finalidades santas.

O amor, porém, aproxima-se de seus labores e retifica-os, conferindo-lhe a consciência do bem. Ensina que cada máquina deve servir como utilidade divina, no caminho dos homens para Deus, que somente se deveria transmitir a palavra edificante como dádiva do Altíssimo, que apenas seria justa a publicação dos raciocínios elevados para o esforço redentor das criaturas.

Se a ciência descobre explosivos, esclarece o amor quanto à utilização deles na abertura de estradas que liguem os povos; se a primeira confecciona um livro, ensina o segundo como gravar a verdade consoladora. A ciência pode concretizar muitas obras úteis, mas só o amor institui as obras mais altas. Não duvidamos de que a primeira, bem interpretada, possa dotar o homem de um coração corajoso; entretanto, somente o segundo pode dar um coração iluminado.

O mundo permanece em obscuridade e sofrimento, porque a ciência foi assalariada pelo ódio, que aniquila e perverte, e só alcançará o porto de segurança quando se render plenamente ao amor de Jesus-Cristo.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

Desuniões em grupos

Desuniões nos grupos

Francisco C.Xavier

Precedendo-nos a reunião pública, formávamos extenso agrupamento de companheiros, permutando idéias quanto às desuniões, às vezes de caráter violento, que se verificam no íntimo dos grupos domésticos e sociais. Falávamos dos desacordos de solução difícil, entre aqueles que foram reunidos pela vida em tarefas de amor, dentro do próprio lar, quando o horário nos convidou aos trabalhos do programa.

Após a prece inicial, O Livro dos Espíritos nos deu para estudo a questão 264, que foi comentada com segurança por vários amigos. No termino da reunião, foi o nosso caro Emmanuel quem nos trouxe a mensagem da noite.

Aversões renascentes

Emmanuel

Problema difícil na experiência humana, que unicamente o amor consegue resolver: o antagonismo quando surge entre os que foram chamados a viver sob o mesmo teto ou na mesma equipe familiar.

Vemo-los comumente nos filhos que se voltam contra os pais ou nos que se rebelam; nos irmãos que combatem os próprios irmãos; nos cônjuges que inesperadamente se afirmam uns contra os outros; ou nos parentes que não suportam os companheiros de consangüinidade.

Quando te vejas em semelhantes ocorrências de rejeição espiritual, pensa nos conflitos que volvem das existências passadas à maneira de sombras do ontem que se projetam no hoje, e dispõe-te à rearmonização, a fim de extinguir os focos de vibrações desequilibradas, capazes de gerar perigosos processos enfermiços.

A convivência induzida pelas tarefas em comum ou pelas obrigações do parentesco é a escola de reajustamento em cujo currículo de lições solicitaste a própria internação, antes do berço terrestre.

No lar ou no grupo de serviço, cada um de nós, ao tempo da encarnação, recolhe os laços mais nobres de afinidade e aqueles outros menos agradáveis, junto dos quais somos constantemente convidados a reaprender ensinamentos de compreensão e de amor.

Diante daqueles que te amam sem que ainda os ames, ou à frente daqueles outros aos quais amas sem que ainda te consigam amar, auxilia-os, procurando envolvê-los no silêncio da bondade e da simpatia.

Planta o bem que puderes, em beneficio deles, e ajuda-os a se realizarem no melhor que desejem, sem escravizá-los aos teus pontos de vista. E entrega-os a Deus, com sinceridade, porque Deus dissolverá toda maldição em socorro e transformará toda discórdia em união, abençoando e amparando a todos eles, tanto quanto abençoa e ampara a todos nós.

Do livro Amanhece. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Na Luz da Encarnação

Na luz da encarnação

Emmanuel

Trazes hoje as vísceras doentes, compelindo-te aos aborrecimentos de incessante medicação. Elas, porém, se fizeram assim, à força de suportarem ontem os teus próprios abusos nos venenos da mesa.

Trazes hoje o corpo mutilado, obrigando-te a movimentos de sacrifício. Tens, no entanto, o carro físico desse modo por lhe haveres gasto, ontem, esse ou aquele recurso em corridas à delinqüência.

Trazes hoje o cérebro hebetado, dificultando-te as expressões. Mas, isso acontece porque, ontem, mergulhavas a própria cabeça em clima de trevas.

Trazes hoje a carência material por sentinela de cada dia. Contudo, ontem atolavas o coração no supérfluo, articulado com o pranto dos infelizes.

Trazes hoje, na própria casa, a presença de certos familiares que te acompanham à feição de verdugos. Entretanto, são eles credores de ontem, que surgem, no tempo, pedindo contas.

Todos somos capazes de fazer o melhor, porquanto, pelas tentações e provas de hoje, podemos avaliar o ponto de trabalho em que a vida nos impele a sanar os erros do passado, clareando o futuro.

Perfeição é a meta.

Reencarnação é o caminho.

E toda falha, na direção de obra perfeita, exige naturalmente corrigenda e recomeço.

(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Justiça Divina. Ditado pelo Espírito Emmanuel. FEB.)

Tolerância

Francisco Cândido Xavier

 

Tolerância é caminho de paz. Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto se aprendeste a servir, já sabes compreender.

Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver ao ofensor a tranquilidade. Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis.

No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.

Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia.

No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitarás discussões de consequencias imprevisíveis.

Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.

Emmanuel (espírito)

 

Fonte: livro “Plantão de Idéia”

Tua perfeição teu destino

Acredites e sigas em frente!

Trazes contigo as mais desejáveis potencialidades:

Entendimento, Amor, Estesia !!!

Extrativa (tirar da profundidade de ti mesmo) é a tua tarefa! Para isto existes, na Terra!

Nenhum testemunho de sublimidade te é incessível!

Em virtudes, no dever, e na mais legitima caridade, foste estruturado.

Tudo podes: aquecer outros corações, sustentar os fracos, superar adversidades, rumando sempre para o alvo!

Como um grande navio, seguirás impassível a rota, atravessando brumas e tempestades, singrando os mares da vida!

Divina é a tua constituição genética; tens a Deus como Pai!

Assim não temas, não te perturbes, nem te desesperes… Garantida está a vitória!

És luz, e nenhuma treva prevalecerá contra ti, ou em ti! Prossiga, inteligindo teus valores íntimos, familiarizando-te com eles, assimilando-os na personalidade, vivenciando-os!

A tais manifestações do Ser o evangelista João denominava: “Graça e Verdade”!

És o sal da terra!

Podes, sempre, temperar a vida, com o melhor de ti!

João Chão

Rumo à felicidade

Foste criado para a felicidade sem jaça! Entretanto, não a alcançarás ligeiramente: tua plenitude é da ordem das infinitudes e das eternidades… Magnificente herança aguarda a realização da tua maioridade espiritual!

Prepara-te para assumi-la, fidelizando-te ao Ser! És divino pela essência, mas, ainda, humano e limitado, em sua inexperiência!

Existes na carne para exercitares tuas faculdades sublimes, até que te tornes “superior” às tuas próprias necessidades do dia, e tomes posse da “Vida Eterna”, aquela que não se deixa confundir por instâncias do momento!

Não te desvies do caminho, nem te distraias!

Não assumas pesos extras para a jornada longa!

Não te apegues, senão à nobreza de caráter, e aos princípios da humildade e do desinteresse pessoal!

Fujas ao comodismo, à preguiça, ao conforto excessivo… “Não poderás servir a dois Senhores ao mesmo tempo!”.

Chegarás, assim, mais cedo à tua meta maior:

– A FELICIDADE!

João Chão

A Travessia Final

…todos a realizaremos, mais hoje, mais amanhã!

Jesus, e outros luminares, a fizeram, e tornaram-se mitos!

Permanecemos nós “de cá” e eles já estão “de lá”, gozando, merecidamente, as blandícias da glória espiritual!

 

Trata-se da “travessia” do “abismo” do egoísmo e do orgulho pessoal, livrando-nos da densa “viseira” que nos impede a percepção da Vida em seus anseios e objetivos maiores.

 

Uma “ponte de luz”, da espessura de um fio de lâmina, liga as 2 margens, e separa os 2 agrupamentos humanos: a CARIDADE, sentida e vivida!

 

Esta é a “via única”, a “porta estreita”, o “caminho da Salvação”…

 

Decifremos o enigma desta “esfinge” ou o “ego”, soberano, nos devorará as possibilidades de Paz e Plenitude!

 

Alinhemo-nos entre os que “vêem” e “ouvem”!

 

Atravessando o “vau” do interesse pessoal e do sentimento de personalidade veremos, finalmente desperta a Consciência Cósmica, tornando-nos, para sempre, felizes!

 

Ouçamos Jesus: “Aqueles que perderem a Vida a encontrarão, e, aqueles que a pretenderem reter a perderão”!

João Chão

Oração


 

O valor da oração

 

Em qualquer lugar que estiveres ou situações em que te encontrares não esqueça o hábito da oração.
A atitude diária de orar, seja expressando louvor, agradecimento, celebração ou busca de orientação nos eleva os pensamentos, pacifica a mente e tranquiliza o coração, acendendo no imo da própria alma a suave luz da fé renovadora e da confiança plena na Bondade Divina.
O único meio que nos faculta a ligação espiritual, seja nos discernimentos, inspirações, intercessões e nas atividades mediúnicas é a prece feita com o espírito vibrante na comunhão com Deus.
Por isso, meus queridos amigos, quando “o céu estiver carregado de nuvens e o sol não estiver mais brilhando”, apeguemos-nos à oração fervorosa, de almas unidas, na certeza de que só através dela e do Pai Celestial é que atravessaremos os momentos de tensão, dificuldades e tropeços que nos impedem a caminhada terrena.
QUANDO a calúnia te alcançar o espírito desprevenido, ORA E PERDOA.
QUANDO a mágoa te comprometer a casa mental, ORA E COMPREENDE.
QUANDO os amigos queridos se comportarem de modo desleal, ORA E AMA AINDA MAIS.
QUANDO as dificuldades te impedirem o contato com as forças do bem, ORA E PERSEVERA.

Enfim, em todos os eventos da vida a oração sempre nos preparará melhor para buscarmos e recebermos direção e sabedoria perante as situações de atribulações ou incertezas, ORA que só assim facilitarás a ajuda do Mais Alto.

Ivan de Albuquerque

(Mensagem recebida pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto, no Culto do Evangelho do Lar, , em Catanduva, SP, na noite de 27/11/74).